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| HOMENAGEM À PATRIA (7/7/2011) |
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O nosso país é um gigante, mesmo que nós brasileiros não saibamos. E não sabemos por que não nos dizem: dizem-nos apenas de suas mazelas. Nascemos e crescemos sendo bombardeados com a pior das bombas, talvez a mais destrutiva em uma nação: aquela que destrói a auto-estima de um povo. A destruição da auto-estima nos torna consumidores de uma percepção alienígena da realidade, que é arquitetada e construída com objetivos nem sempre, e quase nunca, alinhados com as estratégias para construção de uma grande nação. As notícias, nossas fontes gratuitas de “informações”, nos dizem que vivemos em um país terrível. Um país onde falta de tudo: falta pão aos excluídos, e só o que não falta são os excluídos; Faltam estradas, faltam presídios, e só o que não falta é quem prender. Faltam hospitais, vacinas e médicos, e onde os temos, falta qualidade, falta boa vontade e faltam os bons profissionais; Faltam boas escolas, bons alunos e bons professores, sem falar na boa política de educação; Mas apesar de todas essas faltas, temos uma que talvez seja a maior das faltas: a falta de auto-estima, a falta de orgulho, a falta de patriotismo. Como podemos amar uma pátria onde falta de tudo, onde tudo o que se paga serve para financiar orgias na gestão pública? onde tudo pode com o dinheiro público? Esta parece ser a construção mais perversa de distorção da realidade; banal e simplificadora forma de justificar o desamor à pátria brasileira. Na realidade não aprendemos a separar governo de pátria. Amar a pátria não significa amar governos. Governos são transitórios, a pátria é permanente. E mesmo os maus governos são escolhas legítimas do povo. É verdade que em algum grau de realidade faltam todas as faltas descritas; É verdade que não temos tudo o que gostaríamos, da forma como gostaríamos e no tempo em que gostaríamos. Mas também é verdade que não há no mundo país em que não se possa enumerar o que falta. Em muitos países, certamente se escreveria, além do que nos falta, que falta a alegria do povo brasileiro. Falta a capacidade que temos de convívio de etnias desiguais. Falta a beleza de nosso território: sem passaportes, transitamos por serra e mar de belezas únicas. Sem muito esforço, podemos perceber que somos um gigante, não só por que cantamos em nosso hino esse gigantismo. Somos um gigante, não só pelos 8,5 milhões de km.² de nosso privilegiado território; Somos um gigante não só por termos uma economia robusta: nosso produto interno bruto é equiparado ao de países como a França, Reino Unido e Itália. Somos um país moderno. Temos uma agricultura que produz mais de 130 milhões de toneladas de grãos; temos uma indústria que produz desde petróleo retirado das profundezas marítimas a aviões; em fim um parque industrial e agrícola extremamente competitivo a nível global. Temos a maior hidroelétrica do mundo, construída e operada com tecnologia brasileira. E isto não é insignificante. Temos o mau hábito de menosprezar nossos feitos. Dominamos tecnologias na área da construção que são reconhecidas em todo o mundo. Somos o segundo maior mercado mundial de jatos e helicópteros do planeta; Nosso mercado editorial lança 50.000 novos títulos a cada ano, tendo superado o mercado editorial da Itália. Temos sim uma Lei de diretrizes e bases e temos sim escolas que formam excelentes médicos, excelentes professores, excelentes biólogos, excelentes engenheiros, excelentes arquitetos, entre outras excelências que estão no mercado profissional certamente pela qualidade de sua formação acadêmica. Mas, se em nossa produção tecnológica, em nossa capacidade de produzir riquezas e tratar de soluções complexas somos um gigante, somos maiores ainda, “mais do que gigantes”, em nossa composição sociológica. Somos um grande povo. Aqui em nosso território couberam as etnias do mundo. Como sabemos, a acomodação de etnias depende muito mais da receptividade do coração do que do tamanho do território. Aqui couberam negros, alemães, italianos, japoneses, poloneses, entre tantas outras etnias, do que resultou em uma capacidade de convívio e tolerância única na matriz sociológica mundial. Aqui couberam religiões como o catolicismo, o espiritismo, o budismo, o candomblé, entre tantas outras que de forma pacífica professam sua fé, sem gerar fanatismos segregadores, que incitem a violência pela imposição de seus dogmas. Aprendemos que a harmonia deve existir mesmo que não haja consenso. Por tudo isto, que é apenas uma parte de nossa realidade, acreditemos: existe sim, um gigante chamado Brasil.
Brasil, pátria amada Brasil!
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| Fonte: Gonzatto Imóveis |
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[20/2/2010]
HINO DO RIO GRANDE DO SUL - letra
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